Notas Musicais – Show do Pennywise em Março

27, Janeiro, 2007

Ao que parece, está confirmado: o Pennywise, uma das maiores bandas de punk-rock dos últimos tempos, volta a tocar no Brasil este ano. Será a segunda vinda dos caras ao país.

A banda fará dois shows no país, dias 30 e 31 de março, respectivamente em São Paulo (Credicard Hall) e Rio de Janeiro (Claro Hall).

Tá uma grande notícia!

P.S.: Agora, para contrabalancear, uma notícia nem tão grande assim: O Evanescence também está vindo pro Brasil em Abril, passando por Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Rio. Esse eu passo longe.


Notas Cinematográficas – Indicados ao Oscar 2007

23, Janeiro, 2007

Sai a lista de indicados ao Oscar 2007, com muitas suspresas.

E, sem pestanejar, já escolhi minha torcida pessoal: a menininha acima, Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine (ler resenha), concorre na categoria melhor atriz coadjuvante.

De resto, é uma das listas ao Oscar mais “pop” dos últimos anos. Dos indicados a melhor filme, infelizmente Infiltrados eu papei mosca… mas o resto devo ver tudo, começando por Babel amanhã. Resenha a caminho!

Segue a lista de indicados no globo.com.

Volver não concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro… esses outros devem ser muito bons mesmo.


Notas Cinematográficas – Transformers, o filme

17, Janeiro, 2007

Para quem ainda não sabe, em Julho desse ano deve estar chegando aqui no Brasil o filme dos Transformers. Isso mesmo, aqueles bonequinhos da infância da maioria dos meninos. Tinha também o desenho animado, que era o maior barato.

Mas o filme não vai ser coisa de criança não. Dirigido por Michael Bay (A Ilha, Pearl Harbor) e produzido por Steven Spielberg, o filme promete ser um dos blockbusters do ano. Veja o trailer:

Coitadas das namoradas que vão ser arrastadas aos cinemas para ver este filme. Não se preocupem, quando sair o dos Ursinhos Carinhosos ou da Moranguinho, vocês dão o troco.

E vejam no que se transformou o líder Optimus Prime no filme. Ele era assim:

optimus1

E ficou assim:

optimus 2

Esses tempos modernos…


Quadrinhos – Fathom

11, Janeiro, 2007

4estrelas(autores: Michael Turner (roteiro e desenhos), Bill O´Neil (roteiro) – 164 páginas)

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Quem ainda correr para as bancas deve conseguir comprar esta revista no mínimo original.

Fathom é criação de Michael Turner, desenhista descoberto por Marc Silvestri e que já passou por vários títulos conhecidos, como X-Men e Quarteto Fantástico. Turner também é o fundador da Aspen Comics, que tem Fathom como seu carro-chefe. A revista já fez tanto sucesso lá fora que já houveram flertes para se fazer um filme, dirigido por James Cameron (Alien, O Segredo do Abismo).

A série finalmente chega ao Brasil numa edição encadernada, reunindo os cinco primeiros volumes. Ela conta a história da menina chama Aspen, descoberta em um navio perdido e que não sabe nada de seu passado. Ligada à água, Aspen se torna campeã olímpica de natação e bióloga marinha. Quando enviada para uma missão marinha, o passado dela vem à tona.  Aspen não pertence a esse mundo… vem de baixo das profundezas do oceano.

A originalidade do roteiro é o ponto forte da revista. Turner segura bem os segredos da história e joga muito bem com os pontos de vista diferentes dos personagens. Apenas de ter excesso de traços em sua arte e todo mundo ser muito igual, Turner compensa acertando no cenários marinhos e dos detalhes do povo aquático.

Mesmo sem brilhar tanto, a originalidade da história nos prende e nos deixa aguardando ansionamente o segundo volume. Então, 4 estrelas para ela!


Nota Musical -Incubus

10, Janeiro, 2007

Como arranjar coisa pra resenhar nem sempre é tão fácil nesses tempos modernos, vou adicionar mais algumas categorias relevantes para tornar esse blog mais ativo e interessante. E essa notícia eu realmente precisava falar para alguém, pois é sensacional!

incubuslightgrenades

O Incubus, uma de minhas bandas preferidas, acaba de lançar CD Novo, Light Grenades, que já deve estar chegando aqui em breve. O primeiro single, Dig, já está disponível para ser ouvido no myspace da banda.

Agora a nota musical: a banda, segundo ela mesma, cansada de discutir argumentos com produtores e diretores de videos, de discussões de custos e orçamentos, etc. resolver simplesmente chamar para fazer seu novo videoclip… você!

Isso mesmo. Ela abriu pra qualquer pessoa produzir o novo clip do single Dig. A banda gravou vários takes deles, tocando em fundo verde, e colocou na internet para qualquer um baixar e fazer o que quiser. O que eles acharem mais bacana será o videoclipe oficial, que vai pra MTV e tudo.

Se quiser participar, é só entrar no site www.idigincubus.com e baixar os ângulos de câmera, editar, colocar os efeitos que quiser, e enviar para eles. O vencedor ganha um Macbook pro.

Não é qualquer banda que chega no auge e faz algo assim. O fã, ficou mais fã.

No Youtube ( se você conseguir acessar…) existem várias versões do videoclipe que o pessoal fez. O abaixo foi a que eu mais curti, pois utiliza o estilo de cores usado pelo vocalista/artista Brandon, em suas ilustrações (todas as ilustrações do álbum são dele, veja o site oficial).

Até a próxima nota/resenha!


Cinema – 007 Cassino Royale

4, Janeiro, 2007

5estrelas(Casino Royale, 2006, EUA/Reino Unido – direção: Martin Campbell – duração: 154 minutos)

casinoroyale

Nada como começar 2007 com um grande filme.

Nunca fui um grande fã de James Bond. Devo ter assistido apenas um ou dois destes mais recentes com Pierce Brosnan, e alguns mais antigos quando moleque. Mas uma coisa eu sempre achei: o personagem tem charme. E ele estava realmente merecendo algo melhor do que seus últimos filmes.
Os donos da franquia também perceberam isso, bicaram o Pierce Brosnan (cá entre nós, ninguém mais aguentava aquela cara de playboy dele) e foram à caça de um novo James Bond. E acharam um brucutu: Daniel Craig.

Cassino Royale é a primeira aventura do agente, após ele receber o “00″, a famosa “licença para matar”. Ainda cru, cheio de marra e inexperiente, Bond é enviado para investigar atentados terroristas, e termina descobrindo quem está por trás de tudo: Le Chiffre, um cara mau pra caramba. Bond desobede ordens de seus superiores e termina partindo para um investigação por conta própria… e acaba se envolvendo de vez na trama.

O que se esperar de um filme do 007? Ação. Muita ação! E Cassino Royale nos presenteia com tudo que poderíamos querer de um filme da categoria: perseguições insanas, explosões, tiros e socos, reviravoltas, saídas geniais, um pouco de romance (porque não), trama amarrada e boas atuações. Daniel Craig pode destoar de Brosnan, mas faz um excelente Bond, o agente que estava faltando à franquia: suado, sangrando…. e nem tão insensível assim. E não podíamos deixar de falar também de Eva Green: Vesper é linda, mas durona e muito esperta. E a primeira Bondgirl que não é só “comidinha” do agente secreto. Os cenários paradisíacos, os equipamentos high-tech, os efeitos especiais e uma trilha sonora encabeçada por Chris Cornell coroam o “Batman Begins” dos 007.

Só achei que o diretor poderia ter se importado mais com a cronologia da história. Apesar de ser o ator mais jovem a encarnar o agente, Craig ainda aparenta ser velho para o papel, já que o filme é a primeira aventura de James Bond. E os gadgets do filme também não acompanham isso: celulares, PDAs, câmeras digitais… internet! Tecnologias até então desconhecidas por Sean Connery em seus filmes de Bond, posteriores na cronologia do personagem.
Mas tudo bem… se o filme é pra ser blockbuster, assim o será.

Corra aos cinemas, compre seu ingresso e uma pipoca bem grande… e se segure na cadeira!

PS: Pelos links acima dá pra ver que descobri um site bem legal: flixster. É tipo um orkut, só que voltado para filmes. Aqui vai o perfil do Cassino. Cinéfilos de plantão, não percam essa!


Melhores de 2006

29, Dezembro, 2006

resumo2006

Já que fim de ano é uma época atabalhoada, que nos dá pouco tempo para coisas resenháveis, aí vai o resumão de 2006!

Infelizmente vai sem o mês de Janeiro, pois o blog só se iniciou em Fevereiro. A única perda que me lembro para resenha foi um show do Los Hermanos no Canecão (que não foi lá essas coisas mesmo) e algum filme no cinema… fora isso, aí vão os melhores do ano.

Gostaria também de ter conseguido ler/ouvir/assistir mais, então essa lista é baseada no que vivenciei. Espero que 2007 consiga resenhar mais, para poder ter uma lista mais precisa!
Sintam-se livres para opinar e até colocar suas próprias listas aqui.

Melhor filme: V de Vingança
Melhor livro: Memórias de Minhas Putas Tristes
Melhor álbum: Pearl Jam
Melhor quadrinhos: We3 – Instinto de Sobrevivência
Melhor Show: Franz Ferdinand – Circo Voador
Revelação: Panic! at the Disco – A Fever You Can´t Sweat Out
Decepção: Placebo – Meds

Um abraço, e ótimo 2007 para todos!!!


Show – Cirque du Soleil – Saltimbanco

5, Dezembro, 2006

5estrelas(Barra Shopping, 02/12/2006, Rio de Janeiro, RJ)

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Segundo a Wikipedia, a definição de espetáculo é: uma representação pública que impressiona ou é destinada a impressionar. Também tem a definição de tudo o que atrai a vista ou prende a atenção. Pode ser um show musical, uma apresentação teatral, ou uma partida de futebol, dentre outras coisas.

Mas, sem nenhuma explicação semântica, o termo espetáculo parece que foi feito para se encaixar, de maneira impecável, em apenas uma apresentação até hoje já vista por minha pessoa: ao Cirque du Soleil.

Foi neste domingo passado que fui até à lona montada no Barra Shopping para assistir ao show. Após adentrar, nada a reclamar da organização do evento: estava muito bem feita, sem nenhuma confusão na entrada ou dificuldade para encontrar meu lugar. Apenas o lugar, a poltrona em si, que não era lá essas coisas: bem pequena e apertada. E olha que eu estava na terceira fila, teoricamente um lugar mais nobre ($$). Tudo bem, o espírito intimista é uma das forças do espetáculo, dizem. “Vambora”.

Às 20:00 horas em ponto, entram os palhaços, e descubro que estou justamente do lado da entrada para o palco. Começa a emergir em mim uma certa tensão pois, como todos sabem, o espetáculo é interativo, ou seja, eles mexem com muita gente da platéia. Olho ao meu redor e só vejo senhores e senhoras de idade… não um alvo muito interessante. Também percebo que possuo o porte físico perfeito para ser arremessado e girado no ar. “Não olhe nos olhos deles!”, aviso minha namorada. Após alguns momentos de tensão, eles resolvem catar suas vítimas lá pra trás… uuuufa! hehe

Em relação ao espetáculo… acho que não vale a pena dizer como foi. Nem o que eu gostei mais… é uma experiência única, que só vale a pena vendo. E também não quero tirar a graça de quem ainda vai, pois eles extenderam os espetáculos aqui no Rio por mais duas semanas (este domingo era pra ser o último dia, quando eu comprei a meses atrás). Mas posso dizer alguns detalhes, que contribuem para que o show seja maravilhoso: os cenários, as roupas, os equipamentos… todos impecáveis. Os efeitos de luz são perfeitos: quando a lona toda se apaga, fica um breu impressionante. As músicas, então, são um show à parte: todas tocadas AO VIVO por uma banda de palhaços. E porque não nós, o público, que contribui com o espetáculo aplaudindo a cada manobra, dança, palhaçada ou acrobacia: não tem como deixar de aplaudir. E no final, de pé é claro!

Se não deu para você ir… sim, se arrependa. Mas não perca as esperanças… O sucesso foi tão grande que eles com certeza voltarão, quem sabe com um outro espetáculo que não seja o Saltimbanco.

E eu estarei lá.


Quadrinhos – Os Mortos-Vivos: Os Dias Passados

24, Novembro, 2006

3estrelas(autores: Robert Kirkman (roteiro), Tony Moore (desenhos) – 144 páginas)

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Novo trabalho lançado aqui no Brasil de Robert Kirkman (autor da série Invencível), Os Mortos-Vivos é uma das séries mais aclamadas nos Estados Unidos no momento.Terminei encontrando seu primeiro volume na excelente Livraria Cultura de São Paulo, e comprei no ato.

A premissa é muito boa: como o próprio Kirkman explica na introdução, ele pega o tema “zumbis” para desconstruir nós, os seres humanos, nos levando ao mais básico de nossos instintos… como nos bons filmes de zumbis, exemplo Madrugada dos Mortos. E ele avisa também que levará isso ao extremo, até onde os filmes não conseguem chegar. Devidamente preparado, você começa a ler a revista empolgadíssimo.

Primeiro os prós: o trabalho gráfico da revista é excelente. É um grande acerto em não haver cores, apenas tons de cinza… o clima fica perfeito. O traço de Tony Moore também não poderia ser mais adequado… parece que nasceu para fazer esta revista. E no roteiro Kirkman cumpre com sua promessa: os zumbis são totalmente secundários, o que estamos lendo aqui é sobre nós, sobre nossa sociedade, e sobre os conceitos da vida moderna. Muita coisa boa sai daí.

Mas, infelizmente, Kirkman não consegue equilibrar bem os elementos da história. Uma hora vem a ação, e depois muito diálogo… muito mesmo. Aí derrepente, tchan! Um pouco de Zumbis. E aí volta pro diálogo arrastado. O suspense, que era pra ser um dos pontos fortes, termina ficando comprometido dessa maneira. Kirman também tenta encaixar pequenas morais em pequenos diálogos, que no geral às vezes soam desnecessárias. E creio também que o autor poderia ter recorrido menos às referências dos filmes de zumbis e tentado bolar pelo menos algumas novidades… o ínicio, por exemplo, é uma cópia exata do filme Extermínio.

O grande final, ao menos, garante o “ingresso” e o saldo positivo.

Cansado da mesmice? Vá fundo!

PS: O segundo volume, Os Mortos-Vivos: Os Caminhos Trilhados, também já foi lançado aqui no Brasil.


Cinema – Volver

12, Novembro, 2006

4estrelas(Volver, 2006, Espanha – direção: Pedro Almodóvar – duração: 121 minutos)

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Fazia tempo que não ia em um filme logo no dia de sua estréia.
O novo filme do Almodóvar, Volver, foi o responsável da vez.

Almodóvar é do tipo cinesta-estrela. Você pode não saber nada do filme, apenas por ser o “novo filme do Almodóvar”, já é slogan o suficiente para levar milhares de pessoas ao cinema. E não é por menos: o slogan normalmente é garantia de bom filme. A única vez que o slogan “filme de Almodóvar” não funcionou comigo foi em Má Educação, um filme bom, mas forçadamente pesado, em que Almodóvar trocou a emoção pela autobiografia e bizarrice… mas bem, a resenha não é de Má Educação, mas de Volver, este sim um grande filme.

Volver, mesmo com um roteiro único e muito bem elaborado, é um filme simples. Uma comédia tragicômica sobre mulheres, e sobre família.

Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem mãe trabalhadora, que se desdobra para cuidar de sua filha e do marido desempregado. Possui uma irmã chamada Sole (Lola Dueñas) e uma tia senil chamada Paula. Órfãs, as duas irmãs são muito apegadas à tia, até o dia que ela bate as botas. Sole liga para Raimunda dando a notícia e a chamando para o enterro, mas a jovem mãe já têm problemas suficientes no dia… é melhor não entrar mais em detalhes.

Reunindo as melhores atrizes espanholas do momento, Almodóvar elabora uma trama perfeita, que nos mostra muita coisa. Mostra como os homens – tirando eu, os maravilhosos leitores deste blog, e os namorados, parentes e amigos das leitoras (acho que livrei todo mundo hehe) – são superficiais e descartáveis. Mostra como a família sempre é importante na vida de cada um, principalmente quando ela começa a sumir. E não fica só nisso… tire suas próprias conclusões e veja o quanto pode absorver do filme, acho que isso vai variar de pessoa a pessoa.

Fora isso, todos os bordões “Almodóvar” estão lá: a sentada na privada, o momento musical, a engraçada sujeira humana. E nesse ele acrescenta um novo: os neuróticos beijinhos de comprimento que as mulheres dão no filme. Smacksmacksmacksmacksmack!

Novamente, digo: um grande filme, mas não sei, ainda fico com Fale Com Ela e Tudo Sobre Minha Mãe. Bem, se ler alguma crítica “5 estrelas” por aí… assino embaixo.