Cinema – Borat

27, Fevereiro, 2007

5estrelas(Borat – Cultural learnings of America for make benefit glorious nation of Kazakhstan, 2006, EUA – direção: Larry Charles – duração: 84 minutos)

Sabe aquele tipo de filme que te perguntam, “E aí, é bom?” e você só consegue responder, “cara… vai ver!” Borat é assim… simplesmente genial.

A idéia do filme por si só já é fantástica. Sacha Baron Cohen interpreta Borat, um jornalista do Cazaquistão, que vai aos Estados Unidos fazer um documentário sobre a cultura deste estranho país. Sim, o estranho país é os Estados Unidos… pelo menos para Borat e para a maioria do mundo que ainda não possui internet, um ipod e assiste Baywatch.

Aí está a grande sacada. Criando este pseudo-documentário, Borat arranca de verdade tudo que os americanos pensam e acham. Afinal, quem vai se importar com o que as pessoas vão achar no Cazaquistão? Ou onde quer que fosse… fora dos Estados Unidos, o que importa?

E é isso que Borat mostra. E da maneira mais racista, sexista, obscena… e hilariante possível. Borat faz as perguntas mais idiotas possíveis, como se fosse uma pequena criança, e escancara muita coisa, criando assim situações simplesmente hilárias. Não um humor ordinário, não um pastelão, simplesmente um escracho total. Com a nossa cara inclusa nessa história.

Vá ao cinema e não perca um dos filmes mais bem sacados dos últimos tempos. Agora, só não vale se sentir ofendido por ele… Borat é do Cazaquistão, porque se esquentar?


Música – Pato Fu – Toda Cura Para Todo Mal

13, Fevereiro, 2007

(Sony/BMG, 13 faixas)

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Apesar de não ser um lançamento muito recente, ainda é o último trabalho da banda. E, como vocês podem ver pelo meu last.fm, o Pato Fu anda pelo topo das minhas paradas pessoais, parte por causa do excelente CD MTV ao Vivo: No Museu de Arte da Pampulha, e parte desse aí, Toda Cura Para Todo Mal.

O Pato Fu conseguiu algo muito difícil dentro do cenário pop-rock nacional: respeito do público e crítica. Uma banda que não tinha nada para ser levada a sério, nos tempos do clipe de Pinga na MTV, se tornou algo maduro e merecedor até de prêmios internacionais. Todo esse crédito adquirido, com méritos, permitiu ao Pato Fu se arriscar ainda mais em suas misturas de rock, pop, punk, MPB, e os diversos efeitos eletrônicos que a banda adora. O resultado está aí neste novo disco.

Inicialmente, Toda Cura Para Todo Mal não tão atraente após as primeiras ouvidas. Sem grandes hits como Eu, Sobre o Tempo ou Depois, o álbum soa a princípio um pouco básico demais. Mas, a medida que você vai se familiarizando com as músicas, elas vão te cativando. Vai se percebendo as sutilezas dos arranjos, as trabalhadas melodias, a qualidade das letras… tudo isso aliado à já conhecida bela voz de Fernanda Takai.

Infelizmente achei que disco dá uma ou outra derrapada. Simplicidade é apenas um efeito de voz, nada mais. Estudar pra quê? também destoa um pouco, meio tosca em relação ao resto do álbum. Fora mais um ou outro pontinho fraco, o resto é muito bom. Anormal, Uh Uh Uh, Agridoce, O que é isso, todas ótimas músicas. Vida Diet tem uma letra fantástica. E, talvez o mais importante: o disco flui que é uma beleza. Só deixar tocando que é certeza de que algo de bacana está por vir.

Eu apóio o rock nacional… e você?


Notas Literárias – Harry Potter e as Insígnias Mortais

7, Fevereiro, 2007

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Este deve ser o título em português do último livro do bruxinho mais popular do mundo. Segundo o site oficial da autora J.K. Rowling, ontem, dia 6 de Fevereiro, ela terminou de escrever Harry Potter and the Deathly Hallows, o sétimo e conclusivo livro da série.

Segundo a própria autora diz, Deathly Hallows é o favorito dela, e o desfecho perfeito. Muito feliz, mas com o coração partido, Rowling se diz “de luto, mas incrivelmente realizada”.

Agora é só aguardar. Eu? Parei no segundo.

A série Harry Potter já vendeu estimadas 325 milhões de cópias em todo o mundo. Se eu ganhasse 1 centavo por livro já estava milionário. Imagina a autora.

E corram pra fazer logo o filme, pois daqui a pouco Daniel Radcliffe vai tá barbudão.