(Casino Royale, 2006, EUA/Reino Unido – direção: Martin Campbell – duração: 154 minutos)

Nada como começar 2007 com um grande filme.
Nunca fui um grande fã de James Bond. Devo ter assistido apenas um ou dois destes mais recentes com Pierce Brosnan, e alguns mais antigos quando moleque. Mas uma coisa eu sempre achei: o personagem tem charme. E ele estava realmente merecendo algo melhor do que seus últimos filmes.
Os donos da franquia também perceberam isso, bicaram o Pierce Brosnan (cá entre nós, ninguém mais aguentava aquela cara de playboy dele) e foram à caça de um novo James Bond. E acharam um brucutu: Daniel Craig.
Cassino Royale é a primeira aventura do agente, após ele receber o “00″, a famosa “licença para matar”. Ainda cru, cheio de marra e inexperiente, Bond é enviado para investigar atentados terroristas, e termina descobrindo quem está por trás de tudo: Le Chiffre, um cara mau pra caramba. Bond desobede ordens de seus superiores e termina partindo para um investigação por conta própria… e acaba se envolvendo de vez na trama.
O que se esperar de um filme do 007? Ação. Muita ação! E Cassino Royale nos presenteia com tudo que poderíamos querer de um filme da categoria: perseguições insanas, explosões, tiros e socos, reviravoltas, saídas geniais, um pouco de romance (porque não), trama amarrada e boas atuações. Daniel Craig pode destoar de Brosnan, mas faz um excelente Bond, o agente que estava faltando à franquia: suado, sangrando…. e nem tão insensível assim. E não podíamos deixar de falar também de Eva Green: Vesper é linda, mas durona e muito esperta. E a primeira Bondgirl que não é só “comidinha” do agente secreto. Os cenários paradisíacos, os equipamentos high-tech, os efeitos especiais e uma trilha sonora encabeçada por Chris Cornell coroam o “Batman Begins” dos 007.
Só achei que o diretor poderia ter se importado mais com a cronologia da história. Apesar de ser o ator mais jovem a encarnar o agente, Craig ainda aparenta ser velho para o papel, já que o filme é a primeira aventura de James Bond. E os gadgets do filme também não acompanham isso: celulares, PDAs, câmeras digitais… internet! Tecnologias até então desconhecidas por Sean Connery em seus filmes de Bond, posteriores na cronologia do personagem.
Mas tudo bem… se o filme é pra ser blockbuster, assim o será.
Corra aos cinemas, compre seu ingresso e uma pipoca bem grande… e se segure na cadeira!
PS: Pelos links acima dá pra ver que descobri um site bem legal: flixster. É tipo um orkut, só que voltado para filmes. Aqui vai o perfil do Cassino. Cinéfilos de plantão, não percam essa!