(autor: Gabriel García Márquez, 2004 – 132 páginas)
Não sou profundo conhecedor da obra de Gabriel García Márquez, e isto significa que não li Cem anos de Solidão. Mas, depois de algumas boas indicações de seu novo livro, me arrisquei a ler o Memória de Minhas Putas Tristes. E não me arrependi.
É um livro pequeno, apenas 132 páginas. O leitor ágil (o oposto ao meu ser) o terminaria em apenas uma manhã. Mas tamanho não é documento: o romance é rico, e muito bem escrito.
O romance, com uma boa pitada auto-biográfica, conta a história de um velho jornalista que, ao chegar no ano de seus noventa anos, resolve se dar de presente uma noite com uma virgem.O que seria um desafogo, se torna uma enorme paixão e uma nova motivação de viver.
Apesar do início um pouco enrolado com memórias meio vagas e confusas, a leitura do livro é muito boa, vai fácil. A rabugice de Márquez é maravilhosa… impossível não se identificar com o idoso escritor do livro. Márquez ainda não chegou aos 90 anos, mas parece já saber bem todos os sintomas que lhe aguardam. E, além do tema da idade avançada, e todos seus derivados, o autor domina bem o outro grande tema do livro, que é… o amor. O amor vivido e o não vivido, o amor platônico, a atração física, a paixão… está tudo lá.
Leitura mais que recomendada.
Agora, (gosto é gosto) que me perdoem Gabriel García Márquez, seus fãs e seu prêmio Nobel de Literatura. De lamentos derradeiros e romances semi-fictícios, o Velho Safado é imbatível… esse sim teve muito o que contar. 


16, Outubro, 2006 às 2:30 am |
Só de ler sua resenha já me deu vontade de comprar o “Viver para Contá-la”, ele é ótimo!!!
E eu nunca li “Cem Anos de Solidão” tb…ainda está em tempo!
Beijos!!!
19, Outubro, 2006 às 1:00 pm |
Esse livro já tava na minha lista…o problema é que essa lista não tem ordem numérica hehaehah.–>
28, Outubro, 2006 às 9:42 am |
Eu li, li Cem anos e li o amor nos tempos do Cólera e estou em algum ponto de crônica de uma morte anunciada.
Vai por mim: leia os outros três. Deixam as putas tristes no chinelinho de palha!
31, Outubro, 2006 às 7:45 pm |
Poize… eu tambem nao li 100 anos de solidao, e tinha ele em casa! Devia ter trazido pra ca! Mas li Memorias de Minhas Putas Tristes em alguns dias apenas… Adorei! Agora q li o comentario acima fiquei imaginando se consigo encontrar facil tarducoes aqui na Nova Zelandia! Espero que sim!
Beijoes
11, Fevereiro, 2007 às 6:40 pm |
admito que ao principio ia achar o livro uma seca, mas quando li o livro memoria das mihas putas tristes fiquei com uma opinão contraria.
pois adorei lê-lo e aconselho as pessoas a experimetarm tambem, e um livro muito humuristico e cheio de surpresas.
11, Fevereiro, 2007 às 9:06 pm |
DESAFIO: Leia (se já não leu, né) “A cura de Schopenhauer”.
Acredite, eu estou lendo. Deve ser o Apocalipse, porque fala sério, eu, lendo?
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19, Maio, 2007 às 7:22 am |
Aconselho a ler “Cem anos de solidão”, “Cronica de uma morte anunciada”, “O Amor em tempos de colera” ou ” “Do amor e outros demonios”, são obras do mesmo autor e são no meu ver umas obras de arte, Gabriel Garcia Marquez é considerado um dos melhores escritores de sempre…estou a construir um blog sobre a sua obra o endereço é : http://albertofreitas.blogspot.com
19, Agosto, 2007 às 5:15 pm |
Acabei de ler o livro também e gostei muito. Também não sou conhecedor da obra dele, mas gostei muito do que vi. Como vc mesmo disse, não tem como não se identificar com o velho e se colocar em seu lugar em todas as situações.
Só acho que tem uma inconsistência no seu comentário: se você não é conhecedor do autor ou de sua obra, como chegou à conclusão de que o livro tem uma boa pitada de auto-biografia? rs
Um abraço!