Breve introdução:
No início dos anos 90, surgiu nos Estados Unidos uma nova cria do punk: captando elementos de canções mais progressivas, com levadas arrastadas, letras mais depressivas e vocais melódicos, surgiu o tal Emo, um punk rock mais “emocional”. Ele surgiu com excelentes bandas como Sunny Day Real State e The Get Up Kids, e foi conquistando um grande número de fãs. O espírito das músicas foi ganhando espaço, e começaram a surgir crias do próprio emo: a emoção passou a ser tanta que não era suficiente só cantar, tinha que gritar. Surgiu então o Screamo, com algumas bandas ainda decentes como The Used e Finch, e outras nem tanto. Depois disso, o emo cresceu mais ainda, e passou a ser estilo de vida entre os jovens: os adeptos passaram a fazer carinha de triste, usar cabelinhos escorridos e andar de preto, mas com coraçõezinhos tatuados. E aí a coisa desandou de vez: o emo ficou “pop”, e tudo passou a ser “emo”. Surgiram Good Charlotte e Simple Plan. CPM22 passou a ser considerado emo… e até B5 virou emo! O tal emo passou a ser adorado por poucos e ridicularizado por muitos.
Agora, voltemos para a banda da resenha: Panic! At The Disco é a banda considerada “emo” da vez. Odiados por muitos por causa do rótulo, os caras de cabelinho escorrido ainda assim estão no topo das paradas americanas. Após receber elogios da crítica especializada, fui tirar minha própria conclusão e ouvir o som dos caras para ver, como diria meu pai, “se presta”.
Aí tive uma surpresa… e posso dizer, relativamente boa!
Primeiro: não encontramos quase nada do emo descrito em nossa breve introdução. Não temos gritos. Não temos letras “deprês”. Não temos uma baladinha sequer!
Segundo: o que encontramos é uma original mistura de elementos punk, pop e techno, sim techno! Além de violinos, metais, e teclados bem anos 80. Músicas com nomes enoooormes, e um encarte bem retrô. Entendeu? Imagino que não muito… mas vale a pena ouvir o Panic, pode ser para odiá-lo ou não, mas no mínimo conhecer algo diferente.
Fiquei particularmente viciado em algumas músicas, como na faixa The Only Difference Betwen Martyrdom(…), Nails For Breakfast(…) e Camisado… além dos bons hits I write Sins Not Tragedies e But It´s Better If You Do. O resto do CD também é muito bom: músicas dançantes, algumas estilo “cabaré”, outras mais “punk rock”, algumas simplesmente diferentes. Um disco que, se agradar, vai da primeira a última faixa ser pular uminha.
Apesar de diferente, o Panic ainda soa consideravelmente prematuro: as letras são na maioria bobas e infantis, o instrumental básico (guitarra/baixo/bateria) soa realmente básico, apenas o vocal de Brandon se destaca. Outro pequeno ponto negativo: o CD, que se diz ter 13 faixas, possui só 11: as faixas Introduction e Intermission de nada valem.
Imagino que, se a banda continuar tentando novos rumos e evoluir musicalmente, podemos ter algo bem bacana no futuro.
PS: Este post está sendo atacado por fãs de Simple Plan e Good Charlotte! hahuauh Peço desculpas e já retirei as pseudo-agressões. E sugiro que procurem algo das outras bandas citadas no post, tem muita coisa boa. Abraço a todos!


Escrito por Arquito 
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