17, Setembro, 2006
(Fundição Progresso, 14/09/2006, Rio de Janeiro, RJ)

O segundo show da banda inglesa Franz Ferdinand este ano aqui no Rio ficou dentro do esperado. Fui já sabendo que a nota dificilmente fugiria das 4 estrelas: praticamente impossível de superar o outro show no Circo Voador, mas também longe de ser um show ordinário, afinal, é o FF que está no palco.
Mas elementos para a “queda de estelas” não faltaram. Ao começar pelo atraso para o começo do show, aproximadamente 40 minutos. Para um show que já estava marcado para começar 11 horas de uma quinta-feira, é meio complicado.
Próximo da meia-noite a banda entra em palco, e tudo parece ir dentro dos conformes, apesar do som um pouco baixo. Um início empolgante, com This Boy, mostra que o FF deve seguir a set list do outro show. Seguindo para Come On Home, após a música o desastre acontece: se rompe (ou quase) uma das barreiras próxima ao palco, obrigando a pausa no show. O que faltava para tirar a paciência das mais de 4 mil pessoas que lotavam a Fundição.
Depois de restaurada a barreira com cases de equipamento, aí sim as coisa melhoram. E muito!
Alex Kapranos começa a puxar os hits Do You Want To, The Dark of the Matinée e todos os demais que tiram a Fundição do chão. Em Walk Away, o baterista Paul Thomson, aniversariante do dia, ganha um caloroso Parabéns pra Você do público. A banda ainda presenteia a apaixonada platéia com uma música inédita e uma outra raramente tocada, Cant´Stop Feeling.
Na volta para o biz, os melhores momentos: Jacqueline, Evil And A Heathen e, claro, This Fire. O guitarrista Nick McCarthy, no auge da empolgação, escala a treliça estrutural do palco da Fundição. Showzaço.
E o público vai pra casa exausto… e satisfeito.
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Escrito por Arquito
8, Setembro, 2006
(autores: Bill Willingham (roteiro) e Mark Buckingham (desenhos) – 128 páginas)

Segundo volume encadernado lançado aqui no Brasil da premiada série, Fábulas – A Revolução dos Bichos é uma boa pedida para quem está procurando algo bem original.
A série, criada pelo roteirista Bill Willingham, parte de uma idéia no mínimo inusitada: personagens de contos de fadas como Branca de Neve, Lobo Mau, A Bela e a Fera e todos os outros realmente existem, e viviam em um mundo só deles. Viviam, pois foram expulsos por um inimigo chamado de “Adversário”. Exilados agora em nosso mundo, as fábulas tentam sobreviver entre os “mundanos” (nós) e lutam para, quem sabe um dia, conseguir voltar à sua Terra Natal.
Mas não pensem que elas são boazinhas como em nossos contos de crianças. As fábulas são bem “humanas” (contraditório né), são gananciosas, egocêntricas, não conseguem se organizar… e lutam mais entre si do que contra o tal Adversário. Aí fica o grande ponto a favor do argumento da série: isolados, nem sempre precisamos de um inimigo para nos atolarmos sozinhos.
Nesta segunda aventura, as irmãs Branca de Neve e Rosa Vermelha viajam para a Fazenda, local onde vivem as fábulas inumanas, para resolverem suas divergências. Mas descobrem que as coisas por lá não andam muito bem.
Continuação da primeira (e superior) história Fábulas – Lendas no Exílio, a Revolução dos Bichos é bem cativante , mas não chega a ser fabulosa (que trocadilho sensacional). Depois que se acostuma com elas, as Fábulas perdem parte de seu carisma. A história tem seus altos e baixos, e alguns personagens são subaproveitados. A arte, se tivesse 1/5 do estilo, expressividade e qualidade do capista James Jean, seria outra coisa. O desenhista Mark Buckingham não consegue deixar nem a pseudo-musa Branca de Neve bonitinha. Mas manda muito bem nos animais e seres fantásticos.
No final da edição, ponto a favor: uma seção de esboços e outras capas da revista feitas por James Jean. Aliás, o desenhista levou o prêmio Eisner pelo trabalho na série. Aproveitem e passem pelo site do cara que ele desenha muito: www.jamesjean.com.
Total? Saldo positivo.

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Escrito por Arquito