28, Julho, 2006
(Claro Hall, 21/07/2006, Rio de Janeiro, RJ)

Com uma semana de atraso, resenho o novo show da Marisa Monte, Universo Particular. Fui no dia de estréia, mas a resenha ainda é válida, pois ela fará o show esse fim de semana todo, e mais nos dias 4, 5 e 6 de Agosto.
Quem for, vai curtir um show, no sentido mais amplo da palavra. Marisa e sua equipe montam um verdadeira espetáculo visual no palco. Ela e banda ficam o show todo juntinhos, no centro do enorme palco, em uma analogia perfeita ao seu “Universo Particular”. E ao seu entorno, painéis de luz branca caminham pelo palco, criando um ambiente para cada música e ritmo, compondo assim “O Universo ao meu Redor”, nome de seu outro recente trabalho. Mais um enorme painel luminoso sobe e desce do teto, e mais alguns telões espalhados, juntos compõem belos filmes artísticos. Todos os efeitos vão variando durante o show, e dando um belo andamento.
Musicalmente, Marisa também faz bonito. Fazendo uma boa mescla entre o pop do Infinito, o samba de Universo ao meu Redor, músicas antigas e algumas surpresas para os mais íntimos do samba e MPB, o show é bem composto . O auge fica realmente pro final, onde vem um pouco de Tribalistas e as músicas mais dançantes. Durante o espetáculo Marisa toca, canta, dança e coordena sua excelente banda com maestria.
O que me pareceu faltar no show foi um pouco de carisma por parte da cantora, e química entre o artista e público. Marisa, com seus discursos pré-fabricados, não se preocupava nem um pouco em mostrar empolgação, no mínimo por estar tocando em sua cidade natal. Já o público também não ajudava: composto por muitos atores globais e por uma “elite cabeça” que estava lá muito mais pelo evento do que por gostar e conhecer o trabalho da cantora (detalhe: não me excluo totalmente deste grupo, não tenho nenhum CD da artista), não houve cantoria ou expectativas por essa ou aquela música. As mesas também tornavam tudo mais social e impossibilitavam pelo menos uma dancinha informal. Somente no bis que Marisa procurou puxar o público, e este correspondeu, rendendo o momento mais animado do show.
Em resumo: mesmo não sendo fã da contora, vale a pena ir. No mínimo, você irá sair com a sensação de que assistiu um bom espetáculo.

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Escrito por Arquito
23, Julho, 2006
(A&E records, 11 faixas)

Sou um cara de sorte. Louco por um CD do Muse faz tempo, soube do lançamento do novo trabalho deles através do Myspace. E não é que o lançamento bateu justamente com uma viagem de minha irmã para Londres? O pedido não poderia ser outro. E que presente Tici!
Muse é tudo ao mesmo tempo. Difícil definir o que eles tocam. É pop, indie, aternativo, metal? Não sei. Seja qual for o estilo, garanto que é maravilhoso.
Nesse álbum novo, Black Holes and Revelations, a banda mostra toda sua miscelânea em um repertório ímpar, perfeito. Em 11 faixas, o Muse consegue algo raro: cada música tem uma “cara” totalmente distinta da outra. E ainda assim conseguem soar como parte da mesma coisa. Só ouvindo para entender.
Difícil destacar alguma música deste CD, seria injustiça com as outras. Mas posso dizer que ouvir a primeira faixa, Take a bow, às alturas, é de arrepiar. E que Invencible é linda.
Só para parar de babar um pouco o ovo deles, achei as letras um pouco inferiores em relação aos seus outros trabalhos… mas nada que arranque 1/10 de estrela.
P.S.: Coloco mais uma vez o link do Myspace dos caras. Existe um vídeo ao vivo deles que também é de arrepiar. Isso que é banda.
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Escrito por Arquito
1, Julho, 2006
(EMI, 13 faixas)

Recém-chegado às lojas, ganhei de presente dela o novo CD do Placebo. Estava realmente muito curioso em relação à esse novo album dos caras, pois para mim o Placebo é uma banda tão única que é difícil rotular, e saber o que se esperar.
Apesar da cara bizarra, este CD é o menos estranho de todos da banda. Mas isso não chega a ser ruim… é um cd muito bom de fato. No Meds, as músicas fluem melhor, são mais consistentes e evitam aquela pulada de faixa. Em compensação, não existe nenhum hit explosivo como os encontrados em cada um de seus três álbuns anteriores (Every You Every Me, Special K e This Picture).
O CD começa com três faixas bem “pops”. A segunda, Infra-Red, é o primeiro hit, e é bem bacana. Depois da quarta faixa (a chata Space Monkey), o album parte para um lado mais experimental, e melhora bastante. Follow the Cops Back Home, Blind e Pierrot The Clown são todas belíssimas músicas. Outro destaques são Post Blue e Song To Say Goodbye.
Brian Molko está com seu vocal mais “métro” e fantástico do que nunca.
Em duas faixas existem participações especiais, uma delas sendo de Michael Stipe, vocalista do R.E.M. Mas ambas aparições não tem destaque, e me parecem desnecessárias.
No geral, mais um excelente album do Placebo. Agora vem o real motivo de minha revolta, e das 2 estrelas!
O CD avisa que possue conteúdo protegido. Até aí tudo bem, concordo com proteção contra cópia… mas lá fui eu tentar convertê-lo para mp3 através do itunes. Nada. O que abre é a janela de um aplicativo do CD, com um contrato, falando que eu posso passar as músicas para o computador uma vez e fazer até três cópias do mesmo. Baboseira, pensei eu. Coloquei para copiar as músicas para o computador através deste aplicativo, e ele converteu tudo no formato .wma. Fui tentar passar do .wma para o .mp3, para poder colocar no meu ipod, e… nada. Conteúdo protegido. Como fazem um CD que não pode ser ouvido no mp3player que é vendido um a cada 5 minutos?
A revolta não pára por aí. Fui colocar então o CD no meu som, que é novinho em folha. Na terceira faixa, o cd começa a engasgar… e pára de tocar. Pego a caixinha, e leio um detalhe na capa de trás: “Problemas de execução poderão ser encontrados em alguns equipamentos.” Ok, deixa eu ver se entendi: você compra o CD ORIGINAL, privilegia o artista, faz sua parte contra a pirataria… e o CD pode não tocar no seu aparelho de som?? Isso era a ÚNICA COISA que não poderia acontecer!
Se a idéia deste absurdo foi da gravadora ou do Placebo, eu não sei… só sei que o resultado foi: Fiz uma cópia pirata do CD e baixei ele todo em mp3 na internet. Que boa idéia.
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Escrito por Arquito