31, Maio, 2006
(X-men – The Last Stand, 2006, EUA – diretor: Brett Ratner – duração: 103 minutos)

Pelas estrelas, já deu pra ver que curti o filme novo do grupo de mutantes mais querido do universo. Entretanto, já aviso que, para curtir o último (será?) filme da trilogia X-men, é necessário estar preparado para aceitar os seguintes pontos:
- Esqueça qualquer conexão com a cronologia, história e origens dos X-men dos quadrinhos. No filme é tudo adaptado ao gosto do diretor para conseguir encaixar os personagens no roteiro.
- Esteja preparado para muitos clichês de filmes de ação. Afinal, é um filme de super-heróis, o que se esperar?
- Fique sabendo que o protagonista é o Wolverine e tudo gira em torno dele. Mas, como nos outros filme isso já ocorria, não chegou a ser uma grande surpresa.
Depois de explicados esses detalhes, vamos à resenha.
Ao chegar na sala de cinema, não esperava muito. Já tinha lido resenhas de que o filme era bem mais fraco que os dois anteriores, pois trocaram o diretor e etc. Mas, para a minha sorte, estava enganado.
No início, o filme realmente segue um pouco arrastado, com a aparição do Fera sendo a grande novidade. Mas as explicações iniciais não necessárias, especialmente para quem não conhece nada sobre a história dos mutantes.
A história vai seguindo bem amarrada, mostrando as reações do grupo após a morte da Jean Grey, a prisão da Mística e os planos do Magneto, e trama político-social da “Cura”, vacina que pode acabar com os poderes dos mutantes e transformá-los em “normais”. Como todo mundo já deve saber, Jean Grey acaba ressucitando e se tornando a Fênix, saga que nos quadrinhos foi uma das mais importantes dos X-men.
Nesse ponto o filme se embaralha um pouco, pois não consegue dar a atenção devida para todas as tramas, acaba se dividindo entre as da Fênix e da “Cura”, e ainda tenta encaixar umas menores, como a do Anjo e da Vampira/Homem de Gelo.
Tirando essa pequena embaralhação, que até parece o roteiro de quadrinhos da Marvel mesmo, o filme parte para a ação, e aí tudo vai muito bem! Magneto e Wolverine são as grandes estrelas, e Tempestade ganha mais destaque. Pelo lado dos vilões, o Fanático é o mais poderoso, mas merecia mais atenção. E os efeitos especiais excelentes e as boas atuações garantem a eficiência da aventura.
Os outros dois filmes podem ter sido um pouco melhor arrumados, mas este não fica devendo em nada. E o diretor Ratner mostra até certa ousadia, com o destino que dá a alguns personagens.
Pode assistir, e bom entretenimento!
P.S.: Fique até o final dos créditos…

6 Comentários |
Cinema |
Link Permanente
Escrito por Arquito
25, Maio, 2006
(The Squid and the Whale, 2005, EUA – diretor: Noah Baumbach – duração: 81 minutos)

Fui ao cinema sem saber nada sobre ele… e descobri um pequeno grande filme.
A Lula e a Baleia possui apenas 81 minutos, mas é tempo suficiente para se contar uma boa história. Uma história tão corriqueira que poderia ser minha, ou sua, ou do vizinho do lado. E aí está o grande mérito do filme: a história é simplesmente contada, se “puxar sardinha” pro lado de ninguém, sem explicar muito porque as coisas acontecem, sem dizer o que é certo ou errado. Na vida, às vezes as coisas seguem um rumo que, nem a gente querendo, consegue mudar.
No filme, um casal com problemas termina se separando, deixando os filhos desamparados. É desta premissa que Lula e a Baleia nos mostra bastante coisa, com cada personagem arranjando sua maneira de enfrentar seus problemas.
O filme não chega a ser tão inovador, mas é muito bem digirido por Baumbach, e bem produzido por Wes Anderson (Os Excentricos Tenenbams, Steve Sissou). E possui atuações excelentes, com Jeff Daniels resurgindo muito bem.
Sobre o final, posso dizer que ele ainda está na minha cabeça, martelando e me fazendo refletir.
Taí o porque das quatro estrelas.
3 Comentários |
Cinema |
Link Permanente
Escrito por Arquito
11, Maio, 2006
(mp3 player – Apple – 4gb)

Depois de alguns meses usando, resolvi dar uma resenhada no mp3 player mais badalado e cobiçado: O ipod Nano. Ganhei no meu aniversário, e tentando aproveitar ao máximo o bichinho, vamos as conclusões que cheguei.
Primeiro os prós:
- Ele é micro, e lindo (mas isso todo mundo já sabe).
- A qualidade de som é impressionante… melhor impossível.
- O Nano possui tela colorida que permite ver fotos, como a capa do cd que está tocando.
- O interface dele é perfeita, você liga e já sabe mexer, sem precisar ler o manual todo antes. Claro que você pode aproveitar muito mais dele depois que descobrir algumas outras funcionalidades.
- Seu software, o itunes, é muito bom, principalmente na capacidade de ripar as músicas para o HD.
- Possui vários acessórios bacanas no mercado.
Micro, lindo, som de qualidade, interface excelente… o mp3 player perfeito? Bem, pode ser até o melhor que tem pelo mercado sim, mas o Nano me decepcionou em muitas pequenas coisas, que somando me fizeram arrancar uma estrela de sua resenha.
Vamos aos contras:
- Diz na caixa que ele dura 14 horas de música… bem, o meu não dura nem metade. Talvez se você o carregar, ligar e ficar ouvindo interruptamente, sem desligar e ligar de novo, sem mexer no volume ou trocar músicas, ou qualquer coisa que acione a luz, talvez até chegue perto.
- Ele só carrega plugado na USB do computador… o que é um problema em viagens fora da vida cibernética. Existe um acessório que carrega sua bateria em tomada normal, mas aí vai mais uma grana.
- O meu se dizia ser de 4 giga, mas efetivamente são 3.7 gb… bem ou mal, mais uma centena de músicas.
- Ele mostra fotos também… mas esperava uma qualidade da tela como a de uma máquina digital… mas passa longe disso, a resolução é baixa. Fotos com muitos detalhes ou com muita gente não dá pra visualizar direito. E também não existe uma opção de zoom na imagem.
- Não tem como transferir músicas para ele sem ser pelo seu software, Itunes. E também não tem como se fazer o inverso, copiar músicas do ipod para o HD através do software.
Vale a pena? Claro que vale! Mas financeiramente, só comprando lá fora, aqui o preço ainda tá muito salgado.
Só não dê mole com ele por aí pois o fone é muito visado pelos marginais de plantão…
3 Comentários |
Informática |
Link Permanente
Escrito por Arquito
2, Maio, 2006
(Inside Man, 2006, EUA – diretor: Spike Lee – duração: 128 minutos)

Quem estiver procurando um bom entretenimento, não existe alternativa melhor no circuito: O Plano Perfeito, de Spike Lee.
Quem conhece outras obras do diretor vai ficar encucado: sim, Spike Lee resolver fazer um filme pop. E qual o crime nisso? Nenhum. Mesmo caso de Ponto Final, de Woody Allen: o diretor inova, sem perder a classe. Você consegue enxergar Spike Lee nos detalhes, nas entrelinhas. Criticando a sociedade e o preconceito.
O roteiro do filme não é nada inovador: um plano de assalto a banco, reféns, policiais cercando tudo… e um cara tentando negociar. Este, no caso, é Denzel Washington. O lider dos assaltantes, Clive Owen (está fantástico). Aliás, o elenco de estrelas não pára por aí: Jodie Foster, Christopher Plummer e Willem Dafoe também estão lá, todos muito bem na fita.
O que torna O Plano Perfeito interessante, além do tal plano muito bem bolado, é o lado humano de seus personagens: tanto heróis como vilões são gananciosos, egoístas, querem realização. Spike Lee também dá show na montagem… tudo vai se encaixando e fazendo sentido no final. Fora isso, ainda tem a grande atuação do elenco, música pitoresca, e muita ironia, que garante boas risadas.
Vá ao cinema, compre uma pipoca, e curta o filme! Foi o que fiz, e saí feliz!
P.S.: Assisti ao trailler de X-men 3 nessa sessão… e se preparem que vai ser animal! Vai ter Anjo, Fera e Fanático! Dê uma olhada no trailer.
5 Comentários |
Cinema |
Link Permanente
Escrito por Arquito