31, Março, 2006
(Deception Point, 2005 – autor: Dan Brown – 448 páginas)

Demorei, mas terminei.
Novo livro do autor de O Código DaVinci lançado aqui no Brasil, “Ponto de Impacto” cativa… excelente thriller de ação.
Mais uma vez me impressiono com a pesquisa que Dan Brown faz para escrever seus livros… é de uma minunciosidade assustadora, sempre rico em detalhes aparentemente verídicos (ou não, como sempre gostam de contestar os oportunistas de plantão), que justificam cada rumo da história. Sempre fico feliz pois termino aprendendo alguma coisa. Neste, descobri que os ursos polares vivem no Pólo Norte e os pinguins no Pólo Sul, e eles nunca se encontrarão. Bem, se você já sabia disso, parabéns… eu não heheh
Detalhes à parte, a história é muito boa, para quem curte ação, tecnologia e tramas políticas. Se não, melhor passar longe. Meu pai desistiu no meio.
Agora, o porque das 3 estrelas: o livro começou muito bem, com muito mistério sobre a trama inicial, o que me prendeu bem até a metade. Depois de tudo revelado o livro parte para a ação, e neste ponto ele cai. Chega a uma hora que ele fica martelando em um detalhe (os “condrulos”), que você já sabe onde vai dar… mas ele fica horas lá. Fui lendo quase parando, até que realmente parei e fui ler outras coisas. Até um dia que resolvi voltar, já próximo do final. E aí…
Aí sim a coisa engrenou de novo! Muita ação, reviravoltas, morre ou não morre, quem e porquê… as últimas 100 páginas são eletrizantes. O final mesmo não é lá essas coisas, mas saí satisfeito. Mas entre 3 ou 4 estrelas, como não vou botar 3 e meia… melhor ficar pelas três. Ainda tenho O Códico DaVinci na memória.
Para ler sinopse ou comprar, aqui o link da Saraiva.
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Escrito por Arquito
14, Março, 2006
(Claro Hall, 10/03/2005, Rio de Janeiro, RJ)

Os suecos do Millencolin fizeram um showzaço na sexta passada no Claro Hall. Não faltou energia e qualidade em sua apresentação. Um show curto e vibrante… como um bom show de Punk Rock deve ser.
Só não rolou 5 estrelas devido ao público (na maioria menores ou playboys que nem conhecem a banda… coisas que sempre acontece no Claro Hall… claro) e devido às bandas de aberturas (nem vi, pois falaram que eram tipo Felipe Dylon… em São Paulo rolou Dead Fish, isso sim uma banda). Sim, público e local contribuem para fazer um show perfeito.
Quando tocaram The Ballad, rolou uma lágrima do olho esquerdo…
Set list roubado do blog do Tavela:
1 – Kemp
2 – Fox
3 – Man or Mouse
4 – Farewell my Hell
5 – Botanic
6 – Cash or Clash
7 – Duckpond
8 – Ray
9 – The Ballad
10 – Bullion
11 – Penguins & Polar Bears
12 – Black Eye
13 – Loozin Must
14 – Material Boy
15 – Olympic
16 – 120 Norr
17 – No Cigar
Primeiro bis
18 – Mr. Clean
19 – Moose Mans
20 – Pepper
Segundo bis
21 – Leona
22 – Dance Craze
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Escrito por Arquito
9, Março, 2006
(SonyBMG, 2006 – 14 faixas)

Novo album dos Strokes, ganhei no meu aniversário (a Salamandra só me dá presentes maravilhosos já perceberam?). Demorei um pouco para resenhá-lo para não errar… ouvi bastante… e sim, o CD é maravilhoso!
Para quem conhece Strokes, vai sentir diferença… eles mudaram um pouco seu estilo. Se ficou melhor ou pior, cada um tire sua conclusão. Já li pessoas que não curtiram, e outras que disseram que tem que mudar mesmo, buscar novas possibilidades… eu fico no meio termo, e curto o novo som de qualquer jeito!
Nesse album o baterista brazuca Fab Moretti finalmente resolve usar os pratos de ataque de vez em quando… não que eu não gostasse do estilo anterior, muito pelo contrário. Julian Casablancas está com seu vocal cada vez melhor. E o resto do instrumental está também muito bem trabalhado.
Só não dei 5 estrelas porque nem todas as faixas são fodas, existe aquela pulada em uma ou outra. Mas quando acertam, acertam em cheio. A primeira faixa, You Only Live Once… maravilhosa, para se curtir cada detalhe dela. Depois vem o hit Jukebox, pra pular e dançar muito. Outros destaques são Heart In a Cage e Eletricityscape.
Comentário Chucro: Quem vai na Casa da Matriz e Drinkeria Maldita tem que comprar!
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Escrito por Arquito
1, Março, 2006
(Match Point, 2005, EUA – diretor: Woody Allen – duração: 124 minutos)

Posso até ter visto filmes mais tocantes, posso ter me divertido mais em outros filmes do Woody Allen, posso ter achado o protagonista irritante… Mas como tirar uma estrela de um filme impecável? Acho que esse é o termo que define Match Point. Impecável. Um filmaço.
Woody Allen nos surpreende mais uma vez, fugindo de algumas de suas peças-chave. O cenário não é Nova York, e sim Londres. Não existe o personagem homem-autista-neurótico, sempre presente e normalmente interpretado por ele mesmo. Em compensação, a mulher-sexy-problemática está lá, vivida por Scarlett Johansson (em grande atuação!). Seu humor irônico, também sempre presente, desta vez passa de maneira sutil, quase desapercebida. Mas os elementos de um grande filme, independente de seus bordões, estão todos lá.
Match Point conta a história de Chris Wilton, um tenista irlandês que chega a Londres pra tentar uma vida nova, e termina sendo acolhido por uma família de alta classe, onde consegue um lar, emprego, amigos e um relacionamento com a filha. Mas Chris pode por tudo a perder ao desejar a noiva de seu cunhado. Melhor não entrar mais em detalhes…
Para quem viu o filme, fica minha reflexão: O Ser Humano está sempre pensando no futuro e nunca aproveitando o presente. Não importa o que iremos fazer ou participar (relacionamentos, trabalho, estudo, amizade, dinheiro etc.), se não vermos um futuro que irá render algo diretamente à nossa pessoa, não vamos em frente. Somos egoístas? Sim.
E isso, é sorte ou azar?
Comentário Arquitetônico: A Corporação da empresa da família do filme fica na torre radial projetada pelo Arquiteto britânico Norman Foster. Fodassa!
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Escrito por Arquito